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Steve Jobs fala diante da projeção de uma foto dele com Steve Wozniak, em 2010. Foto: Reuters
Steve Jobs fala diante da projeção de uma foto dele com Steve Wozniak, em 2010
Foto: Reuters

    Morreu nesta quarta-feira, aos 56 anos, Steve Jobs, cofundador e presidente do Conselho de Administração da Apple. Jobs sofria de câncer no pâncreas desde 2004 e estava afastado do cargo de diretor-executivo da Apple há menos de dois meses para tratar da doença. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o celular. Jobs deixa a mulher Laurene Powell, com quem teve três filhos.
    O ícone do Vale do Silício Steve Jobs renunciou em 24 de agosto como presidente-executivo da Apple, encerrando o período de 14 anos durante o qual comandou a empresa que ajudou a fundar em uma garagem. Jobs estava de licença médica desde 17 de janeiro por condições de saúde não reveladas. A saúde de Jobs virou notícia em 2004, quando ele anunciou que passara por uma cirurgia para remover um tipo raro de câncer pancreático, diagnosticado em 2003, e que a operação fora bem-sucedida. Em 2009, ele passou por um transplante de fígado.
    Steven Paul Jobs nasceu em San Francisco, em 24 de fevereiro de 1955, e foi adotado pelo casal Justin e Clara Jobs em Mountain View, também na Califórnia, Estados Unidos. Em 1976, juntou-se ao parceiro tecnológico Steve Wozniak para fundar a Apple Computer, lançando o Apple I e em seguida o Apple II. A empresa logo ficou conhecida pelos computadores simples, ousados e criativos. A grande revolução teve início em 1979 com o projeto Macintosh - uma interface gráfica baseada em navegação por ícones, janelas e pastas e com o uso do mouse.
    Lançado em 1984 com uma campanha milionária, o Macintosh era o primeiro PC com recursos de tipografia e desenho, com uma interface gráfica pioneira, e passou a ser o parâmetro para os computadores pessoais a partir daquele momento. Surgiu nesta época o slogan "Think Different" (Pense diferente), marca dos gadgets criados por Jobs, remetendo à liberdade de pensamento e de ação. No ano seguinte, Jobs teve que deixar a Apple por força do conselho de administração. Então ele fundou a NeXT e, no ano seguinte, comprou a Pixar, empresa de animação que, na década de 90, criou o primeiro filme infantil totalmente animado por computador:Toy Story.
    Em 1996, a NeXT Computer foi comprada pela Apple, para que o NeXTStep fosse usado como base para um novo sistema operacional. Assim, em 1997 Jobs retornou como consultor para a companhia que havia ajudado a fundar - e que atravessava uma grave crise financeira - e da qual nunca mais se separou. Em 1998, com a chegada do iMac, Jobs mais uma vez havia dado vida à Apple, com um computador que inovava em diversos aspectos, principalmente no design. Com seu visual translúcido e colorido, o iMac acabou com a uniformidade dos computadores na cor bege.
    Em 2001, além do lançamento do Mac OS X, a Apple ampliou sua área de atuação para a eletrônica e a música digital. Vieram então o tocador iPod e o iTunes, a venda legal de música via Internet - modernos, práticos e simples como sempre. Em 2006, nova revolução: o lançamento do iPhone, celular com tela sensível ao toque que virou uma febre, sendo comprado, copiado e desejado em todo o mundo.
    Em abril do ano passado, a Apple anunciou o iPad, tablet com tela sensível ao toque que revolucionou o mercado. No final do ano, o aparelho já dominava 84% do mercado.
    Entre os reconhecimentos recebidos, Jobs foi condecorado com a Medalha Nacional de Tecnología em 1985 pelo então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan; com o prêmio Visionários do Ano 2004, pelaBillboard; eleito a pessoa mais poderosa do mundo dos negócios pela revista Fortune em 2007; escolhido o empresário da década em 2009, também pela Fortune.

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